Diabetes é uma das doenças mais comuns em crianças e adolescentes Imprimir E-mail
arquivo pessoal
Hoje com 28 anos, Cinthia Ganzella descobriu que era diabética aos 15 anos
Depois de um período de três meses de desmaios, fraqueza e dores de cabeça intensas, a publicitária Cinthia Carolina Ganzella, aos 15 anos, descobriu que estava com diabetes. Hoje, aos 28 anos,

ela conta ao G1 que aprendeu a se adaptar à rotina de uma alimentação balanceada e com intervalos máximos de três horas.


“Todo o alimento que é ingerido por nós vira açúcar e para que esse açúcar seja aproveitado pelo organismo é necessária a presença da insulina. A diabetes é justamente a deficiência de insulina no organismo, por isso os principais sintomas são fraqueza e emagrecimento”, diz Ângela Spinola e Castro, endocrinologista e professora do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O tipo de diabetes diagnosticado em Cinthia, o tipo 2, é incomum em crianças e adolescentes e não demanda aplicações diárias de insulina. A cada ano, segundo dados da International Diabetes Federation (IDF), mais de 70 mil crianças desenvolvem diabetes tipo 1, chegando a 440 mil crianças com menos de 14 anos acometidas pela doença em todo o mundo. Já o diabetes tipo 2, antes característico entre adultos, tem avançado sobre crianças e adolescentes.

Nesta sexta-feira (14), o Dia Mundial do Diabetes, a IDF lança uma campanha de acesso a tratamento para crianças e adolescentes. “O diabetes é uma das doenças mais comuns na infância, e pode aparecer em qualquer idade, até mesmo em bebês e em crianças de idade pré-escolar. E a maior causa de morte em crianças diabéticas no mundo ainda é a falta de acesso à insulina”, afirma a endocrinologista Ellen Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Na infância, os sintomas mais comuns da doença são fome, emagrecimento, urinar com freqüência, desidratação e irritabilidade. “Os pais devem atentar para o emagrecimento. Se a criança estiver se alimentando bem, mas estiver perdendo peso mesmo assim, pode ser um sinal”, afirma Ângela.
                                             
Tratamento

Para pessoas com diabetes tipo 2, uma alimentação balanceada e adequada especialmente ao diabético, além de refeições com espaçamento máximo de três horas, é suficiente para que o diabético viva com qualidade e sem preocupações.

No caso do diabetes tipo 1, é preciso que a criança ou adolescente receba doses diárias de insulina, de acordo com cada caso, além de cuidar também da alimentação. “No começo foi muito difícil, porque eu era chocólatra. Ainda mais no caso de uma adolescente, para a qual dizer não é como dizer faça, mas com o tempo você se acostuma e passa a conhecer melhor seu organismo”, diz Cinthia.

Se não tratado adequadamente, o diabetes pode desenvolver problemas nos rins, perda de visão e até a amputação de membros.

G1

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